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November 15, 2011 / carnaxequadros

O primeiro abadá – Carnaval de Salvador 1993

A origem do Abadá – o “primeirão”

Pedrinho Rocha declara : ” Assim como Adão cedeu uma costela para criação de sua Eva, eu doei a idéia do abadá para o Bloco Eva. Com o perdão da brincadeira, foi o bloco Eva que me proporcionou um das realizações mais transformadoras, como criador, nessa grande festa baiana: alterar um dos ícones do Carnaval de Salvador: a “mortalha”, espécie de túnica utilizada pelo folião. No episódio da ida da Banda Asa de Águia para o bloco Eva em 1993, Durval Lelys sugeriu que o bloco me contratasse para desenvolver os trabalhos de design e publicidade. Numa reunião posterior com Hunfrey, diretor do bloco, ele me perguntou se eu tinha alguma idéia guardada e de pronto lhe falei sobre encurtar a mortalha. Ele ponderou dizendo que já tinham feito pesquisas com os foliões e eles reagiram negativamente à mudança. Questionou também sobre a parte de baixo, como ficaria, e eu lhe disse que poderíamos utilizar um short para compensar o encurtamento da fantasia. Para minha surpresa, considerando que eu já tinha ofertado a idéia aos blocos Pinel e Beijo, dois clientes tradicionais meus, ele topou na hora. Me pediu apenas exclusividade e sigilo e me disse algo assim: só existem duas situações em que podemos ousar: quando somos os piores, porque ninguem vai ligar, ou quando somos os melhores, porque ninquem vai reclamar. Claro, ele encaixava o Eva e o Asa na segunda hipótese.
Durante o desenvolvimento dessa nova fantasia, me veio a idéia de homenagear a capoeira e meu amigo Mestre Sena. Pensei em imitar a roupa com que se joga essa luta: o abadá. Durante o processo, porém, por conta de custos, viabilidades, etc, a idéia migrou para outro conceito, mas continuei chamando o projeto sigiloso de “abadá”. Já perto do carnaval, Durval me perguntou se a tal novidade tinha um nome, eu falei que chamava o projeto de “abadá”, e ele criou uma música que ajudaria a imortalizar a nova fantasia. No ano seguinte, todos os blocos passaram a utilizar o abadá.”  (Fonte: Pedrinho Rocha)

Resgate da trajetória viva carnavalesca do designer Pedrinho Rocha


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